"As roupas de uma mulher a cobrem, mas os acessórios fornecem os detalhes que a faz única."








3 de ago de 2011

Tendências bijuterias verão 2012

Assim como os lançamentos na Europa, aqui no Brasil não poderia ser diferente... Muitas mega-jóias, Colares imensos e vários anéis enormes , usando-se 2 ou mais em cada mão, braceletes absurdamente grandes.  Enfim, a moda jóias para 2012   vem com tudo, assumindo a identidade Carmem Miranda.











1 de ago de 2011

A joia virou chip









A joia virou chip

 Dentro de seu corpo 


Other images/Bill Frymire/Masterfile
A joia virou chipVai levar anos até que os engenheiros possam usar essas nanojoias para construir um computador óptico. Entretanto, as nanopartículas de ouro e prata têm outros atrativos para oferecer. Injetadas no tecido humano e expostas à luz, nanopartículas de ouro podem gerar plásmons que então emitem luz de comprimentos de onda diferentes. Isso pode ser usado para analisar a química das células espectroscopicamente, o que poderia ter um papel útil no diagnóstico médico ou, se as ondas emitidas forem infravermelhas, matar as células cancerosas. No que diz respeito às nanopartículas de prata, elas podem ajudar a tornar os LEDs mais eficientes. Muito utilizados em eletrônica de consumo, os LEDs produzem luz quando elétrons e “buracos” — as lacunas num semicondutor onde os elétrons deveriam estar — se recombinam. Acontece que a adição de nanopartículas de prata nos LEDs pode aumentar sua produção em oito vezes. Isso poderia levar a novos tipos de telas ou iluminações de baixa potência.
No entanto, a tecnologia de joia mais comercializável poderia ser embutida em algo que você leva a todos os lugares. Ela pode mudar a cara dos seus gadgets, incluindo celulares e tocadores de música — incorporando-os em sua roupa. “Em vez de carregar seu iPod, todo o sistema eletrônico poderá ser incorporado à sua jaqueta”, diz Jennifer Lewis, cientista de materiais da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.
Lewis está trabalhando para tornar vestível a eletrônica de joias. Em 2009, seu grupo encontrou uma maneira de imprimir minúsculos fios medindo micrômetros da mesma forma que uma impressora de jato de tinta cria uma imagem no papel. Usando uma tinta que conduz eletricidade contendo nanopartículas de prata, eles conseguiram imprimir os fios em vários materiais, incluindo vidro e plástico. Lewis também fez questão de descobrir se sua técnica de impressão funcionaria com materiais flexíveis, como tecido, mas aqui ela atingiu uma barreira. Para fazer as nanopartículas de prata, Lewis as precipita gradualmente a partir de uma solução de sais de prata, adicionando um agente polímero de “nivelamento” que impede as partículas de crescer além do necessário. O polímero envolve as partículas, impedindo que mais prata grude a elas. O problema é como remover o polímero depois que o processo de impressão é concluído, uma vez que o polímero é um isolante e reduz a condutividade dos fi os. O aquecimento é o truque. Infelizmente, a equipe de Lewis só consegue se livrar do polímero em temperaturas acima de 100° C — condições nada ideais para tecidos delicados.
O trabalho mais recente de Lewis sugere uma resposta. Seu grupo descobriu que pode minimizar o efeito isolante do polímero ajustando cuidadosamente o tamanho das nanopartículas. Usando tinta com partículas do tamanho ideal, eles podem imprimir os fios, cuja condutividade é um décimo da de prata comum, sem precisar de aquecimento. “Fizemos progressos, mas ainda há mais trabalho a fazer”, diz ela. O objetivo final de Lewis é imprimir em tecido todos os componentes e circuitos de um telefone ou tocador de música. A maioria desses componentes, ela explica, já são impressos em placas de circuito mediante o depósito de uma camada de condutor ou semicondutor e, em seguida, removendo tudo em volta do padrão desejado. Em princípio, diz ela, o circuito de qualquer dispositivo eletrônico pode ser impresso em sua roupa, graças às nanopartículas de tinta.
Não se sabe se o punho do seu próximo casaco virá com seu próprio circuito ou não, mas parece certo que há um futuro brilhante para a eletrônica feita usando ouro, prata e diamantes. E mesmo que essas joias não façam seu estilo, não se preocupe — com elas você não vai parecer nem chique nem cafona: o material é pequeno demais para se ver.

Fonte:   http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/a-joia-virou-chip-23092010-1.shl?3


Jon Cartwright, da New Scientist